sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Bruxas são estranhas

(imagens: Google)
É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória. É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz
nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso. Tem os dois pés no chão da realidade. É gente que ri, chora, se emociona com uma
simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago. É gente que ama e
curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens. Poeira traz lembranças de chão curtido de sonhos
passados. Escuta o som dos ventos. Dança a dança do mundo pelo simples prazer de dançar.

É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si. Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser! É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis
e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto. É gente muito estranha as Bruxas. Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos. Gente que fala com plantas e bichos. Dança na chuva e alegra-se com o sol. Cultuam a Lua como Deusa e lhe faz celebrações... Eh!! Gente muito estranha essas Bruxas. Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam em uma harmoniosa cadência natural. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho.

Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta. São estanhas as Bruxas! Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a sua maior magia e através da incessante luta pela paz chegam a divindade de existir pelo amor da Grande Mãe, a natureza. Da mesma forma que produzem um belíssimo visual, de elegância refinada com as raias da vaidade, se vestem como verdadeiras Bruxas medievais a caminho do patíbulo. Iluminam de beleza e jovialidade o corpo físico com habilidade mágica e com facilidade transforma-se, permitindo-se um sóbrio aspecto de velha senhora, a depender da lua nos seus espíritos.. Cultuam as sagradas tradições como forma de perpetuar as leis que regem o universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar. São fortes e valentes ao mesmo tempo humildes e serenas. São leoas e gatinhas, são muito estranhas as Bruxas. Com a
mesma habilidade que manuseiam livros codificados, o fazem com panelas e vassouras... São aventureiras e criam raízes, dançam rock, valsa e polka, danças sagradas , e inventam o que precisa ser inventado. Criam e recriam. Contam contos e histórias de fadas , e carochinhas, contam suas próprias histórias... Falam de generosidade e de todas as daides em exercício constante, buscam a plenitude como propósito...Interessante essa gente, essas Bruxas. Se obrigam tarefas, de evoluir, de amar e dividir... falam de desapego em plena metrópole , em meio as tecnologias.

Cantam mantras e músicas populares, mas se emocionam com as folclóricas. Mexem com ervas e chás, são primitivas e avançadas. Pulam da mesa do rei para um abrigo montanhês com o mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face das suas ancestrais.
Degustam um pão artesanal, receita medieval da velha senhora das montanhas com a mesma gula que o fazem em um banquete cinco estrelas, com pães ultra sofisticados daquela celebridade da cozinha francesa. Amam em esteiras e em grandes suites, desde que estejam felizes, pois ser feliz é sempre a única condição dessa gente estranha. É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente pelo homem miserável, pela falta de respeito humano... é gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem. Gente que lê em fundos de xícaras, em bolas de cristal, tarot, com pedras, na areia, nas nuvens, no fogo, no copo d'água... são muito estranhas! Oram para elementais, anjos e gnomos.

Falam com intimidade com os Deuses e lhes chamam para um círculo, fazem fogueiras e dançam em volta... Viajam de avião, a pé, de carro e em lombos de animais, agradecendo pelas oportunidades que a vida lhes dá... aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que chamam de mãe, pois acreditam que é a forma mais rápida para a evolução...Se reúnem em escolas iniciáticas que chamam de coven, para mutuamente se bastarem, se protegerem,se resguardarem, resgatar valores, estudar, muito estranhas são as Bruxas.

Mas estranha mesmo é a fé que as mantém vivificadas ao longo de cinco mil anos. Que seja abençoada toda essa gente estranha...e desconfio que é deste tipo de gente que a DEUSA precisa para o terceiro milênio...
"Oito palavras o Credo das Bruxas enseja :
Sem prejudicar ninguém, faça o que você deseja"
(Texto de autor desconhecido)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A Roda do ano


A Roda começa a girar quando:


Em Samhain, o Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno.


Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do sol, que deverá nascer para restaurar a Natureza.


Em Candlemas, a luz cresce, o Deus nascido em Yule se manifesta com todo seu vigor, e a Criança da Promessa cresce com a vitalidade e é festejada, pois os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.


Em Ostara, luz e sombras são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes do inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor sagrado da Deusa e do Deus é a promessa do crescimento e da fertilidade.


Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador alado. Ao ser perseguida pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher, e assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo.


Chega então Litha, a Deusa é a Rainha do Verão e o Deus, um homem de extrema força e virilidade. O Sol começa a minguar e o Deus começa a seguir rumo ao País de Verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.


Em Lammas, a Deusa dá a luz e o Deus novamente morre pela Deusa. A Deusa precisa de sua energia de vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrifica para que a humanidade seja nutrida, mas através do grão Ele renasce. No ápice de sua abundância, ele retira através Dela.


Em Mabon, as luzes e as trevas se equilibram novamente; porém o Sol começa a minguar mais rapidamente. O Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras. Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça, e assim tudo retorna à Deusa. Assim sempre foi e será!




Fonte: Green Wicca

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Beltane - a festa da fertilidade e do fogo

Dia 31 de outubro para 01 de novembro no hemisfério sul

“Os poderes da luz e da nova vida agora dançam e movem-se através de toda a criação. A Roda continua a girar. A primavera dá lugar à primeira floração plena do Verão.”

No sabath mais alegre e festivo da Roda o Deus e a Deusa se unem no grande rito que dá origem a todas as coisas do universo. Fertilidade, na Religião Antiga, tem como significado desejo de produzir, nas fazendas, no campo e não apenas relacionado à sexualidade.

A comemoração de Beltane caracteriza-se principalmente pelas fogueiras acesas em homenagem ao Sol, que retorna na Primavera. Duas fogueiras devem ser acesas para que passemos entre elas, para nos livrarmos da negatividade.

Meypole, ou mastro de fitas:

Diz respeito ao mastro enfeitado com fitas coloridas, onde cada um pode escolher a fita de sua preferência, ligada a um desejo, e giram trançando as fitas, como se estivessem tecendo o destino sob proteção dos Deuses.

Oferendas são feitas aos espíritos elementais, que podem ser saquinhos cheios com flores perfumadas, colares de contas, entalhes, guirlandas de flores.

Incensos: olíbano, lilás e rosa.

Velas: verde escuro.

Pedras: esmeralda, cornalina laranja, safira, quartzo rosa.

Ervas: amêndoa, angélica, freixo, campainha, cinco - folhas, margarida, olíbano, espinheiro, hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz satyrion, aspérula e primaveras amarelas.

Comidas: Alimentos vindos ou derivados do Leite, Creme de cravo-de-defunto, Sorvetes de baunilha, bolos de aveia.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Samhain

Samhain: dia 31 de abril no hemisfério sul

a roda começa a girar...o véu entre os mundos está aberto e a conexão entre a vida e a morte fica mais plena...para muitos uma data de triste, pois relembrar ou reencontrar amigos que se foram causa fortes emoções..Nossa celebração é não é passiva de preconceitos, Samhain também é o sabath mais temido ou mal-interpretado, pois ocorre na época do dia de todos os santos (católico) ou dia dos mortos.

O Samhain (pronuncia-se "sou-en"), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido.

Samhain significa o final do Verão, governado pela Deusa e representa o antigo Ano Novo celta, quando os entres queridos que se foram devem ser honrados por nós. É uma data propicia ao contato com o mundo espiritual.

Os alimentos tradicionais de Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.

Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas: preta, laranja.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia e palha.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Ostara

Primeiro dia da primavera (Equinócio da Primavera).Em 2007, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 23 de Setembro, à 06h51min (Horário de Brasília).

O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade. Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera (Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos.

A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Gatos e bruxas


Esses lindos seres divinos, os felinos, há muito tempo discriminados e ligados a forças malignas, também são relacionados com as bruxas antigas. Lenda ou não, os gatos provam que possuem sentidos muito mais aguçados que os homens para os mistérios da natureza e da vida. Não podemos negar que nossos amigos fiéis - sim fiéis! Pois os gatos sim são verdadeiros amigos do homem (sem preconceitos para com os cachorrinhos) - fazem muito sentido na vida das bruxas. Nos acompanham e protegem, parecem ler nosso pensamentos, estão sempre ao nosso lado nos momentos dificeis, se pudessem falar certamente nos aconselhariam.


Música para nossos ouvidos, o miado de um gato para seu dono é como fala de um amigo próximo. Recentemente tivemos notícias de um gato nos EUA, habitante de um asilo, que, segundo seu dono, consegue prever que pacientes do asilo estão para morrer. Uma antiga história diz que os gatos têm a capacidade de ver nossas auras e de entender nossos espíritos...


Uma lenda Escandinava dizia que uma deusa do amor e fertilidade, chamada Freya, tinha sua carruagem puxada por 2 gatos pretos. Depois de servir Freya por 7 anos, os gatos se tornavam feiticeiras. Essa história é linda e eu adoraria que fosse verdadeira.



Antigamente, dizia-se que bruxas se transformavam em gatos à noite. Bom, se analisarmos bem, essa lenda não é totalmente mentirosa, pois as bruxas não se transformam no sentido literal em felinas, mas aprendemos muito com os gatos.


Na Idade Média os gatos foram associados ao demônio. Por serem noturnos e vagarem pela noite, acreditava-se que fossem sobrenaturais e servidores de bruxas, ou mesmo, as próprias bruxas. Em parte pelo movimento insinuante e pelos olhos que brilhavam no escuro, eles se tornaram a personificação do mal, da escuridão, do mistério, possuidores de poderes apavorantes. Qualquer coisa que de ruim que acontecesse, sempre era culpa de um gato. Pobres amigos...


Concluindo. Cada bruxa sabe o valor de seu gato na sua vida. Se as histórias são lendas ou não, não sabemos. Mas sabemos que esses amigos são amorosos e leais e devemos amá-los assim como eles nos amam.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Wicca por moda – decepção

“...
Que sejamos inocentes e despretensiosos.
Que eu seja capaz de gratidão. Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.
Que eu saiba isso como o meu gato, no sangue e nos ossos.
...
Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.
Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega a minha porta.
Que se percam na jornada labiríntica.
Que eles voltem.
...
Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores.
...”

Essas são algumas palavras que nós, wiccas, pronunciamos ao fazermos o juramento à Deusa. Porém, infelizmente, não é o que vemos todos os dias. Nos últimos tempos pudemos presenciar bruxas que não fazem o mínimo de esforço para colocar em prática seu juramento, que não gostam de ser discriminadas, mas discriminam os outros. Que saem de rituais e já se esquecem de tudo o que a Deusa lhes passou. E mesmo assim, se dizem bruxas...Decepciono-me profundamente com as pessoas que tratam Wicca como modismo, mas me decepciono ainda mais com as wiccas que tratam a nossa religião, e pior, nosso aprendizado, com desdém e se dizem bruxas por modinha, por que parece algo novo, diferente e inusitado, mas não se preocupam com o próximo, não sabem o que significam as ervas que usam nos rituais e ignoram qualquer oportunidade de fazer alguém feliz.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Candelária - 01 de agosto

Este Sabá é dedicado à Deusa Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes marciais e do Fogo.
Os participantes do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família e do Coven.

Nesta noite, as Bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do Caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A Bruxa mais jovem pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a Inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa. Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. Literalmente, quer dizer dentro do útero. O inverno ainda não foi embora, mas por baixo da neve a vida floresce e ganha força.

As coisas não acontecem diante de nossos olhos, mas já estão lá, lentamente, pulsando, esperando o momento certo para vir à tona. A Deusa vagarosamente recupera-se do parto, e acorda sob a energia revigorante do Sol. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem velas por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do Sol e mostrar ao menino Deus seu caminho.

É lindo!
Ervas da Candelária:
Angélica, Manjericão, Louro, Benjoim, Urze, Mirra e Flores amarelas.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Yule - Solstício de Inverno

Dia 21 de junho, será solstício de inverno, a noite mais longa do ano, auge da estação. Apartir desse dia, o sol renasce cada vez mais forte até o chegar ao ápice, no Verão. Nesse dia comemora-se Yule (pronuncia-se "iúle", significa Roda).

A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra, e a escuridão do inverno ameaça ir embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebê.

Celebramos o Yule um pouco antes de nascer do sol, e olhamos o sol se pondo como um final de nossos esforços. Como o Deus é o Sol, isso marca o ponto do ano em que o Sol renasce. Acendemos velas, ou fogueiras para dar boas vindas à luz do Sol.

A Deusa, que trabalhou durante todo o inverno, descansa. No Yule, nós celebramos a volta do Sol, e a vida que ele traz.

Ervas de Yule: Luoro; Camomila; Alecrim; Cedro - podem ser ingeridos chás feitos com essas ervas, que por sinal têm efeito calmante e dexintoxicante.

Abençoados sejamos todos nós que renasceremos com o Sol em YULE.